Parece clichê, mais é só amor mesmo. Perdi a contas de quantas vezes eu tentei o fazer sorrir, chorar de emoção, se calar e até mesmo falar mais do que devia. Brigar com ele era até bom, faltávamos nos matar só que depois o amor vinha em dobro, o sentimento crescia, a vontade crescia, nós dois crescíamos. Ele pediu uma vez pra ficar me olhando, só me olhando, não sei o que acontecia em sua cabeça naquele momento eu só sei que ele sabia o que estava se passando na minha aquele momento, eu fiquei transparente e fiquei completamente exposta. O que tínhamos era raro era algo que valia a pena lutar, sofrer, matar, morrer e viver sempre. O problema é que nesse caminho nos perdemos em nós, nos perdemos de nós. O meu corpo já não era dele e a sua alma já não era mais minha. Dói parar e pensar que diante de um mundo cheio de almas e corpos perdidos justamente o que me completava se foi e eu fui e hoje somos isso, almas e corpos perdidos.
Tudo tão inconstante, uma hora ódio, uma hora amor. A única certeza que tenho disso tudo é que sempre envolve você, no amor e no ódio é você e só você. Engraçado não?
Se não for pra ser bom, gostoso, romântico, carinhoso, divertido, presente, construtivo. Enfim, se não for pra ser amor, nem me dê bom dia.